Hoje acordamos e fizemos o chek out no hotel de Punta Arenas. Saímos a caminhar e novamente concluo que as esquinas dessa cidade são gélidas, apesar de fazer menos frio que ontem . Outro coisa que continua sendo impressionante é a quantidade de cachorros nas ruas, e hoje constatei que eles andam em bandos, sempre os mesmos apesar de não se parecerem em nada, então não fica claro se são famílias caninas co-sanguineas, ou famílias caninas por afinidade.
Depois fomos almoçar em um restaurante chamado “La Luna”, bom mas acredito que não seja o melhor. Estou me tonrnando fã de uma cerveja, chamada cerveja Austral, muito gostosa e muito leve!
A tarde buscamos nossas malas que tinhamos deixado na recepção do hotel para irmos fazer o chek in no cruzeiro Mare Australi, aquele que nos levará finalmente ao Cabo Horn, ou como chamam aqui, Cabo de Hornos. O Chek é feito no centro de Punta Arenas das 13h às 17h. Nós como gostamos de ser adiantadinhos, fizemos às 14h e o embarque no porto era só às 18h. Então, para fazer hora, nos sentamos na praça central de Punta Arenas, eu fiquei fotografando as dezenas de cachorros que passavem por ali a mãe e o Rodrigo ficaram conversando com uns guris simpáticos, moradores locais, que trabalhavam na zona franca de Punta Arenas.
Obviamente, não tinha nem tanto cachorro e nem tanta conversa para preencher as 4h que tinhamos que esperar, sendo assim lá pelas 15h30min, saímos novamente a caminhar e neste novo passeio descobrimos uma improtante área do comercio local: os puteiros de Punta Arenas! Uma longa rua, cheia de puteiros!
Depois de caminharmos pela rua putanhesca de Punta Arenas ( desculpem, não pude perder o trocadilho!), nos sentamos em um Pub, obviamente em outra rua, e comemos sanduiches , como um bom grupo de gordos, para passar o tempo.
Às 18h, finalmente embarcanos, eu mais uma vez passei pelo raio x sem problema algum. Entramos e conhecemos nossas cabines. Eu e o Ro ficamos na cabine é 113B, segundo o Ro o B significa baixo da linha do mar, já a mãeé mais fina e está na cabine 202A. e nosso 127. Depois de reconhecidas nossas cabines, fomos assistir as intruções de segurança, conhecer a tripulação e assitir uma apresentação folclórica. A apresentação, era um desastre, desanimada que era um horror e aind apor cima o violao dos indíos tava completamente desafinado, mas enfim nem tudo é uma maravilha.
Às 20h zarpamos e a janta foi servidas, conhecemos nossos companheiros de de mesa que são dois casais Italianos. Um muito simpatico e outro nem tanto.
Sobre a janta só posso dizer que foi explendida, quase difícil de descrever de tão bom que era. A entrada era um salmão defumado com beringela e papola maravailhos. Depois foi servido um caldo de legumes e camarão com cardamomo, também delicioso.. Como prato princial tinham duas opções: uma abrótea com molho de vinho tinto acompanhado de abobrinhas refigadas e batatas tostadas, simplesmente maravilhos! A segunda opção era um filé com bancon, acompanhado de soufflé de cenoura e batata suiça com cebola, também bastante gostoso (eu e mãe comemos a primeira e o Ro a segunda). A sobremesa era uma mousse de chirimoya, uma fruta local, com papaya que não é mamão, e sim um fruta cítrica chilena.
Sobre termos zarpado posso dizer que o negócio balança. A mãe tomou remédio para enjôo e parece fazer efeito. Eu e o Ro estamos optando por tomar bastante vinho (que já está incluso no valor que pagamos) e assim não sabemos se o barco está mexendo muito ou se estamos bebados!
Para finalizar o dia, fomos conhecer a rota que vamos fazer nos próximos dias e depois camas porque amanhã o dia sera longo!

Beleza! No próximo trago vou dizer que estou (Inacinho me obriga a digitar) reavivando minhas memórias de marinheiro! Eu sabia que aquela tonturinha era uma coisa ancestral!
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