Hoje fomos ao centro de Buenos Aires tirar as clássicas fotos do obelisco e ver a plaza de mayo e a casa rosada. O calor continua intenso, uma coisa horrorosa então não dá pra aguentar muito tempo caminhando, mas mesmo assim fomos bravos e caminhamos muito no sol, o que nos rendeu ombros e narizes vermelhos e ardidos.
Na plaza de mayo agora tem uma coisa nova (pelo menos pra mim), ela é dividida ao meio com grades para conter manifestantes, estranhíssimo e muito opressor ao meu ver. As grade ficam com as laterais abertas, mas quando começa a junção de manifestantes eles fecham as laterais e ninguém mais passa para a metade que fica próxima à casa rosada, conforme nos explicaram os policiais que ali estavam.
Depois da visita ao centro fomos conhecer o Puerto Madero. Oh lugar bem árido, sem árvore parece que a gente tá no deserto dos prédios novos. Um calor realmente insuportável. Almoçamos por lá mesmo e pegamos um taxi de volta pro hotel porque ninguém mais tinha condições de caminhar. E ficamos aqui até o sol baixar e nos permitir sair para a rua de novo.
Quando saímos novamente já era de tardezinha, continuava um calor horrível, mas pelo menos não tinha mais o torturante sol forte que tem durante o dia. Fomos caminhar aqui perto do hotel na Recoleta e depois jantar. Escolhemos o restaurante não pela comida, mas pela qualidade do ar condicionado.
Amanhã vamos para Córdoba, para a mãe rever e eu conhecer uma amiga dela , Ana Maria. Elas não se vêem faz uns 28 anos +ou -. Acho que o reencontro vai ser bem legal!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Dia 27/01/2010
Hoje fomos ao Caminito. A mãe e o Ro não conheciam e adoraram. Começamos caminhando por lá e depois fomos ao Museu do Boca, obviamente a pedidos insistentes do Ro. Eu pessoalmente, não achei nada de mais no museu, mas fizemos uma visita guiada pelo estádio que foi bem legal.
Depois voltamos pelo sol escaldante e fomos almoçar no caminito. O restaurante era bem mais ou menos, mas tinha um show de tango também bem mais ou menos. Mas a música era boa e o clima (apesar do calor) era agradável e ficamos boa parte da tarde por lá tomando cerveja.
Saimos e fomos conhecer a estátua da Mafalda que é bem engraçadinha. Fica em uma esquina de San Telmo. Depois tomamos um café e voltamos para o hotel para descansar e sair só quando o sol tivesse se posto que daí o calor alívia um pouco.
Jantamos, turísticamente, no Hard Rock Café que é relativamente perto do nosso hotel. Pelo caminho vimos mais uma apresentação de tango e cá estamos nós de volta ao frescor do hotel.
Tenho que fazer dois comentários sobre Buenos Aires. Aqui os brasileiros são como castores na Patagônia, uma verdadeira praga. Na visita guiada a bombonera eram umas 50 pessoas sendo que uma imensa maioria brasileira.
O outro comentário se refere a sujeira da cidade. O cidade que está suja essa! Parece que não existem garis e caminhões de lixo devem ser raros, às esquinas tem montanhas de saco de lixo que fedem muito e as ruas são cheias de sujeira. Fora esse detalhe, Buenos Aires continua linda com seus prédios belíssimos.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Dia 26/01/2010
Se antes eu falava do frio, agora posso falar do calor. Estou me sentindo quase em casa, tal é o calor de Buenos Aires, digno de Porto Alegre.
Hoje nos demos uma pequena folga e acordamos um pouco mais e saímos para caminhar suar nesse sol forte. Fomos ao cemitério Recoleta, onde está enterrada a Evita Peron, impressionante a quantidade de gente em volta fotografando sem parar. Também chama a atenção a quantidade de flores novas colocadas no túmulo e o número de placas de homenagem. Achamos lá também o túmulo do primeiro governador das Isla Malvinas, obviamente tiramos fotos.
Depois optamos por uma rota cultural. Primeiro fomos a um centro cultural próximo ao cemitério que tinha uma mostra chamada "Mariposas en tu jardín", sim um jardim com borboletas de verdade e telas para todos os lados para que elas não saísssem de lá. Saíndo de lá atravessamos a rua, andamos um pouco e chegamos no "Palais De Glace - Palácio Nacional de las Artes"e vimos o salão Nacional de Artes Visuais. A idéia seguinte a esse espaço era ir ao Museu Latino Americano de Arte, mas o calor não nos permitu caminhar mais e decidimos parar para almoçar e voltar para o hotel para curtir o ar condicionado.
Já de noite, recuperados do calor fomos jantar en El Palácio de Las Papas Fritas que eu adoro. O Ro e a mãe também gostaram das famosas papas suflé. Como de noite não tem aquele sol escaldante conseguimos ir e voltar caminhando pelas ruas movimentadas.
P.S.: A internet daqui já é bem melhor, vou editar os posts e colocar fotos nos que ficaram sem!
Hoje nos demos uma pequena folga e acordamos um pouco mais e saímos para caminhar suar nesse sol forte. Fomos ao cemitério Recoleta, onde está enterrada a Evita Peron, impressionante a quantidade de gente em volta fotografando sem parar. Também chama a atenção a quantidade de flores novas colocadas no túmulo e o número de placas de homenagem. Achamos lá também o túmulo do primeiro governador das Isla Malvinas, obviamente tiramos fotos.
Depois optamos por uma rota cultural. Primeiro fomos a um centro cultural próximo ao cemitério que tinha uma mostra chamada "Mariposas en tu jardín", sim um jardim com borboletas de verdade e telas para todos os lados para que elas não saísssem de lá. Saíndo de lá atravessamos a rua, andamos um pouco e chegamos no "Palais De Glace - Palácio Nacional de las Artes"e vimos o salão Nacional de Artes Visuais. A idéia seguinte a esse espaço era ir ao Museu Latino Americano de Arte, mas o calor não nos permitu caminhar mais e decidimos parar para almoçar e voltar para o hotel para curtir o ar condicionado.
Já de noite, recuperados do calor fomos jantar en El Palácio de Las Papas Fritas que eu adoro. O Ro e a mãe também gostaram das famosas papas suflé. Como de noite não tem aquele sol escaldante conseguimos ir e voltar caminhando pelas ruas movimentadas.
P.S.: A internet daqui já é bem melhor, vou editar os posts e colocar fotos nos que ficaram sem!
Dia 25/01/2010
Hoje fizemos mais um passeio chamado 4X4, mas dessa vez em El Calafate e também não era uma land rover e sim um caminhão adaptado, um meio de transporte bem divertido. Fomos a algumas estancias, desérticas da região. Na primeira parada chegamos a um lindo penhasco de onde dava para ver todas a cidade (o que não é grande coisa, pois a cidade deve ter umas 20 quadras no máximo). Lá também tinham vários fósseis, pois muito antigamente ali era fundo marinho.
Mais adiante, já em outra estância, paramos em um lugar com pedras esculpidas por vento, aqui em El calafate venta muito e as pedras tinham formas belissímas. Os passeios aqui são muito bem organizados pelas agências que programam as atividades, e esse não diferente, depois das pedras descíamos um morro e tinha duas barracas que era a cafetería da agência e lá nos esperava um cafezinho bem quentinho.
Seguimos caminho, no nosso super caminhão e fomos e chegamos numa outra estância que tinha pedras que eram chamadas de sombreros mexicano. Nessa pedras se esculpiam formas de sombrero mexicano por causa do acúmulo de ferro no arenito da pedra. Então, as pedras eram como pedras comuns, mas com cucurutos de que pareciam com sombreros.
Depois voltamos para a cidade e fomos almoçar e fazer hora para ir pegar o vôo para Buenos Aires que era só às 19h10min. Aliás o vôo pra Buenos Aires foi um desastre. Eu tinha comprado passagem direto para Buenos Aires às 18h35min, uns 10 dias atrás recebi um e-mail avisando que o vôo seria às 19h10min, até aí tudo bem. Mas, quando embarcamos descobrimos o porquê da mudança de horário: a companhia aérea juntou dois vôos e nosso vôo não era mais direto e faria uma paradinha em Bariloche, suuuuppppeeeer no caminho. Resumo da história o nosso vôo que teria 2h de duração teve quase 5h, um saco!
Mas enfim, chegamos em Buenos Aires moídos. O hotel daqui é ótimo chama Art Hotel, meio alternativo e todo estiloso, já disse que daqui a pouco encontrarei com a Frida Calo atrás de alguma porta.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Dia 24/01/2010
Hoje conhecemos o glaciar Perito Moreno, uma coisa inacreditável! São quilometros e mais quilometros de gelo, muito gelo e os pedaços imensos da frente caem na água de forma espetacular. Só pra ter um noção a extensão frontal do glaciar é mais ou menos 5km, e o comprimento eu não sei , só sei que não se enxerga o fim.
A van da excursão nos pegou no hotel por volta das 09h e lá fomos nós. Para iniciar fizemos um passeio de barco pela face sul do glaciar. Um vento que era uma coisa horrorosa e talvez o maior frio que eu tenha sentido até agora, achei que meu nariz nunca mais fosse se recuperar do frio e fosse ficar sem sensibilidade pelo resto da vida. Também tinha a opção de fazer um mini treking por cima do glaciar, mas as rodillas da mãe não estão permitindo esse tipo de atividade.
Depois paramos em uma lanchonete que tem lá para almoçar e eu comi o pior sanduiche da minha vida, um pão horroroso e caríssimo. O meu e o da mãe eram assim horríveis, tão horríveis que só comemos o recheio e o do Ro era melhor, segundo ele eu entendo de comida boa, mas quem entende de comer porcaria é ele.
Logo em seguida saímos para caminhar pelas passarelas que tem em volta do glaciar, muito bonita a vista. Mas escaleras (escadas) e escaleras para todo lado, o povinho que gosta de escada esse. Em todos os lugares tem muita escada, não paramos até agora em nenhum hotel que tivesse elevador.
Chegamos de volta à cidade só no final da tarde, daí demos uma passeadinha e pelo centro para fazer hora pra jantar e agora estamos de volta ao hotel para dormir um pouco mais cedo, porque amanhã as atividades continuam.
Não sei se em algum momento comentei sobre o sol aqui. Em Punta Arenas, o sol se punha por volta das 23h30min, em Ushuaia por volta das 23h e aqui em El Calafate agora são 22h e o sol tá se pondo. Ainda não é noite, uma coisa muito estranha para quem não está habituado!
P.S.: Amanhã de noite vamos para Buenos Aires e espero que lá a internet seja melhor e eu consiga colocar fotos.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Dia 23/01/2010
Hoje foi nosso último dia em Ushuaia. Nos presenteamos, com o prazer de acordar um pouco mais tarde e não fazer nenhuma programação intensa. Saímos do hotel por volta das 10h30min e fomos visitar dois museus da cidade. A minha conclusão é que o forte de Ushuaia é realmente a natureza e a cidade. Os museus, são muito ruins. Fomos primeiro no museu Yamana (dos indígenas da região), um museu pequeninho com poucos atrativos. Depois fomos ao museu do Fim do Mundo, a mesma coisa, pequeno e sem grandes atrativos.
Depois fomos almoçar e eu em especial me despedir das centollas (carangueijos gigantes). Confesso que foi uma despedida difícil , mas saborosa e com certeza não vou encontrar em nenhuma refeição tão cedo com eles.
Seguimos para o meu aeroporto. Sim meu aeroporto, aeroporto Malvinas, e fizemos nosso check in para El Calafate. Chegamos em El Calafate, por volta das 17h30min e fomos para o hotel. Enquanto a mãe foi descansar um pouco eu e o Ro corremos para uma agência para reservar nosso paseio ao glaciar Perito Moreno para amanhã de manhã. Depois voltamos ao hotel encontramos com a mãe e fomos passear um pouco e jantar.
Minha primeira impressão da cidade é que é simpatico, mas não tão encantadora quanto Ushuaia. Aqui faz menos frio também, o que pra mim é uma certa desvantagem, pois adoro o frio que arde o rosto. Mas de qualquer maneira é agradável, agora de noite deve fazer por volta de 14° C, mas quando chegamos fazia uns 17°C.
Amanhã vamos ao Perito Moreno e devo ter novidades mais interessante.
Dia 22/01/2010
Como comentei ontem, hoje fizemos um passeio muito legal de Land Rover pelos arredores de Ushuaia. Fora, como já devem ter percebido, a paisagem daqui ser linda o passeio em si era muito legal.
Começamos às atividades um tanto quanto inseguros, pois contratamos a atividade com aquele guia mais ou menos que tinha nos acompanhado no passeio pelo Parque Nacionanal. Ele tinha marcado às 08h30min para o pessoal nos pegar no hotel, mas eram 08h30min, 9h, 09h15min e nada. O Ro, já estava anunciando que se até às 09h30min ninguém tivesse aparecido ele iria até a agência arrancar a mechinha vermelha do guia, quando a land rover apareceu já com 4 passageiros e um outro guia/motorista muito querido chamado Sebastian.
A mãe sentou na frente junto com o guia/motorista e nós dois fomos pra cachorreira equipada com quatro bancos, dois dos quais já estavam ocupados. Uma coisa que muito me deixa aflita e nesse caso em especial, é o fato deles não usarem cinto de segurança, e o do banco onde eu sentei tava quebrado, mas vamos lá curtir uma aventura.
Nossa primeira parada foi em um lugar onde eles tem os cachorros que usam para puxar trenó. Aliás, curioso, esse cachorros de trabalho eles chamam de cachorros mesmo e não perros. Bom, não preciso nem comentar que só faltei me jogar no chão com os cachorros que eram muito fofos. Um em especial merecesse destaque, o Urso, um peludo que não era husky, e agia como um gato. A gente falava com ele com voz melosa e ele automaticamente se atirava no chão de lado e mexia as patonas pedindo carinho, irresistível para os cachorreiros! Outra característica interessante era que ele ficava se exibindo e se esfregando na gente e fazia xixi em seu próprio prato de água, pobre cachorro delinquente!
Seguimos caminho e paramos em um mirante, ou como chamam aqui mirador. O mirante era lindo dava para ver o lago escondido e na murada dele estava escrito "Malvinas = Argentinas" e "Ingleses = Piratas". Sim, os mais fanáticos aqui chamam os ingleses de piratas! Nesse mirante também tinham alguns hippies, e comicamente encontramos uma hippie chamada Jaque de Estrela, muito simpática.
Voltamos para a camionete e seguimos, o guia nos explicou que iríamos em direção ao lago Fagnano. Em um dado momento a estrada acabou e seguimos por um atalho que só carros com tração nas quatro rodas podem fazer, e aí sim a aventura começou. Muito barro, muita lama, muita água e muito tronco de árvore caído. Nossa primeira parada, nesse caminho foi uma castoreira, aliás não aguento mais ver castoreira, os bichos realmente são uma praga e estão por todos os lados!
Seguimos por esse caminho adventure, e chegamos à margem do lago. Ventava muito e seguimos por essa margem, andando por dentro da água com ondas cobrindo o carro de maneira assuatadora e divertida. Andamos por um longo caminho nessas condições até novamente pegarmos uma trilha e para carros capacitados para grandes aventuras e irmos até um refúgio, onde o nosso guia/ motorista e outros dois guias/ motoristas de outras duas caminhotes que nos acompanhavam fizeram um assado espetacular com toda a infra estrutura necessária: Boa carne, bom vinho, bom pão, refrigerante, água, salada, cafezinho, frutas e sobremesas. Para finalizar a tarde, fomos até o lago escondido e fizemos canoagem em duplas, dessa parte a mãe não quis participar e ficou observando de longe eu e o Ro remando naquela água gélida.
Depois desse passeio maravilhoso, passamos no centro e fizemos algumas comprinhas, entre elas, pão, frios e cerveja para comer no hotel. Tudo estava delicioso, principalmente a cerveja artesanal Cape Horn que comprei para experimentar.
Assinar:
Postagens (Atom)
